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Coisa de menino. Coisa de menina. Será?
Mesmo sem perceber, você pode estar tratando alunas e alunos de forma diferenciada. Veja aqui como evitar estereótipos
Luciana Zenti (novaescola@atleitor.com.br)=== PART
Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?
Meninos são bagunceiros, gostam das aulas de Matemática e se dão melhor nos esportes. Meninas são organizadas, se destacam em Língua Portuguesa e Arte e têm mais disciplina. Quantas vezes você já não ouviu, disse ou pensou uma dessas frases? Várias, certo? Mas será que é isso mesmo? Esses conceitos, tão comuns em nosso cotidiano, expressam, na verdade, estereótipos sobre masculinidade e feminilidade. São heranças culturais transmitidas pela sociedade (família, amigos, professores). O que não quer dizer que seja a verdade absoluta. Ao contrário.
A natureza não determina que as moças devem lavar a louça e os
rapazes, o carro. Nem que elas têm o direito de chorar em público e
eles não. E na escola? Só as garotinhas podem manter os cadernos
arrumados, com a letra impecável? Idéias assim não passam de
estereótipos. Tratá-las como verdades imutáveis, ainda mais num
local onde jovens personalidades estão apenas começando a se
formar, pode ser um erro com uma conseqüência nefasta: a difusão de
preconceitos. Ao reproduzir modelos, você pode, sem querer, estar
podando habilidades, tolhendo talentos.
As diferenças entre os papéis atribuídos a homens e mulheres são
estudadas há pelo menos 20 anos e conhecidas como relações de
gênero ou gênero. "É essencial analisar os relacionamentos e o
viver", explica Rosa Ester Rossini, pesquisadora do Núcleo de
Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da Universidade de
São Paulo (USP).
Infelizmente, ainda são poucos os colegas que discutem o assunto na
sala dos professores e em classe. Os problemas, muitas vezes,
começam na dificuldade de perceber (e avaliar) a própria postura.
Em casa, na nossa família, os modelos são apresentados como
prontos. "E precisamos acordar para a necessidade de discuti-los
diariamente", diz Elenita Pinheiro de Queiroz Silva, mestranda em
Educação e Gênero pela Universidade Federal da Bahia.
=== PARTE 2 ====
=== PARTE 3 ====
=== PARTE 4 ====
=== PARTE 5 ====
=== PARTE 6 ====
Continue lendo
- Todos somos diferentes
- A chefe da família
- Respeito pelos outros
- A palavra das especialistas
- Autoavaliação: eu estimulo a igualdade?
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Sandy Verena.
Ter 13 Mar 2012 14:27